Profissional de TI no país das maravilhas

Oct 28
2008

Texto de André Moraes extraído do site Só mais cinco minutos

Acompanhando as notícias pelo leitor RSS, uma delas me chamou mais a atenção, no IDG Now!: Saiba quanto ganham os profissionais de tecnologia e internet no Brasil.

Veja as tabelas a seguir:

Fonte: IDG Now

Agora veja a proposta de estágio a seguir:

Vaga para estagiário na área de informática:
Requisitos:

  • Conhecimentos em Linguagem: HTML, CSS, PHP, MYSQL e Software: Dreamweaver e Fireworks.
  • Bolsa auxílio: R$ 400,00 + Vale transporte

Essa é uma proposta de trabalho real, que circulou há um tempo na lista de discussão do Departamento de Informática da Universidade Estadual de Maringá. Segue uma descrição de estagiário e webdesigner:

Estagiário: A função do estágio é possibilitar aos aprendizes o conhecimento prático das funções profissionais, e possibilita aos estudantes um contato empírico com as matérias teóricas que lhes são passadas em sala de aula. (Wikipédia)

Webdesigner: Web designer é o profissional competente para a elaboração do projeto estético e funcional de um web site. Para o desenvolvimento de websites esse profissional deve ter a compreensão da aplicação em mídia eletrônica de disciplinas como: Teoria das cores, Tipografia, Arquitetura de informação, Semiótica, Usabilidade, e Conhecimento de Linguagens de Estruturação e Formatação de Documentos hiper textuais como XHTML (Extensible Hypertext Markup Language) e CSS(Cascade Style Sheet). Para a aplicação desse conhecimento, de forma geral, o web designer recorre a softwares de tratamento e edição de imagens, desenho e codificadores. (Wikipédia)

Ao verificar a matéria do IDG Now! é possível encontrar uma tabela onde um estagiário da área de TI ganha, no menor salário encontrado, R$ 1000. Com base nas informações encontradas na reportagem e nas descrições de estagiário e webdesigner, fica claro que a empresa que propôs o estágio está interessada em contratar um webdesigner por um custo extremamente baixo, já que o funcionário em questão deve possuir requisitos compatíveis à profissão. Mas o principal e talvez único requisito que um estagiário precisa não é a vontade de aprender? Acredito que sim.

Infelizmente, essa forma de contratação é uma prática comum em nossa região, que parece remar contra a maré: não investe em estágios como forma de capacitação e não valoriza profissionais com experiência. O resultado? As empresas reclamam de falta de mão-de-obra qualificada. Porém esta existe, mas acaba migrando para outros locais em busca de ofertas mais rentáveis, como as mostradas na pesquisa.

Esta é uma humilde forma de protesto de um programador que também se sente desvalorizado na cidade.

Designer, você têm experiência?

Oct 27
2008

Texto de Vinicius Madureira, extraído do iMasters

Experiência de vida constrói um muro entre os designers criativos e os simplesmente designers.

É quase um hábito, quando pensamos em criação, relacionarmos o termo à imagem da inspiração sobrenatural, do isolamento ou da concentração. Hoje, além desses atributos, criar é também sinônimo de conhecimento obrigatório de ferramentas gráficas, tendências, teorias acadêmicas e por aí vai. O mercado hoje nos oferece como entrada uma diversidade de opções, a pedido do próprio mundo globalizado em que vivemos. Agências à procura de profissionais da área mostram em seus anúncios essa direção com mais ênfase. É quase nula a chance de você encontrar uma vaga para alguém que não domine pelo menos um software padrão para a criação.

Mas diante de tudo isto que observamos, uma pergunta fica no ar: Estes são os requisitos mais adequados para delinearmos o perfil do designer ideal que “garimpa” o mercado hoje e cava aquela vaga nas agências? Eu particularmente acredito que não.

Sabemos que o design é uma prática profissional relativa às questões estéticas e formais dos elementos. Sim, é ordenação projetual de elementos e muito mais racional do que parece ser, mas é quase que impossível dissociá-lo da criatividade. Hoje, um grande designer precisa ser também um grande criativo.

E, nessa hora, experiência de vida conta, e conta muito. Isso porque tudo o que você passou , o que você viu, comeu, bebeu, ou seja, viveu, desemboca no resultado criativo. É muito mais do que dominar todas as ferramentas gráficas. E a experiência independe de idade, é muito mais uma questão de atitudes que tomamos em nossas vidas, de desafios que enfrentamos do que qualquer outra coisa.

O homem é um ser criativo capaz de buscar soluções para situações problema que o desafiem a achar uma resposta para as mesmas, e muitas vezes em curto prazo. Ora, a solução normalmente vem da combinação das idéias entre si, independente da nossa vontade. Quem melhor preparado para desenvolver uma solução do que aquele que já teve várias experiências?

Existe um muro que separa estes profissionais. Apesar de não ser físico, é tão concreto quanto a realidade. Esse muro é construído por nossas escolhas e divide designers criativos dos simplesmente designers.

De que lado você está?

Por que os programadores devem continuar programando

Oct 23
2008
O site acima foi desenvolvido por mim e hoje o estamos melhorando para um trabalho acadêmico.

Foi a princípio uma tentativa de fazer com que cada categoria tivesse uma cor marcando-a. Essa foi a idéia inicial. E como toda boa idéia inicial deve e vai ser descartada.

O layout foi baseado em um jornal impresso, com a adição das cores. Até mesmo a barra lateral direita, aquela em cinza, que está reservado para anúncios publicitários, foi baseado nos jornais da minha cidade.

O site funciona, é fluido, se adapta a diversas resoluções, abre em Firefox, IE e Chrome (só testei neles), é totalmente dentro do WebStandards imposto pela W3C.

Mas é feio.

A combinação de cores dói aos olhos, o fundo magoa quem entende do assunto. Só se salva a disposição dos elementos em tela, que essa sim, concordo que ficou boa. Melhoria se fosse um layout alinhado a esquerda, que fosse incrementando colunas de acordo com a resolução, mas como trabalho acadêmico já está valendo.

Vamos ver se algum designer experiente consegue fazer com que esse patinho feio (funcionando!) se transforme em algo belo, que faça bem aos olhos.

PS: Em breve coloco a versão melhorada (corrigida) e o link para o site em funcionamento.

Post atualizado em 23/10/08 – 18:04

Essa foi a idéia original.

Nem sei se ficou melhor que a segunda ou não, vamos ver se a terceira consegue superar e ser a definitiva.

A idéia era manter uma simplicidade que esse tipo de área costuma ter (jornal) e manter o foco na informação, por isso do visual mais minimalista.

Com a necessidade de tentar impressionar os professores, acho que caímos na vala comum e exageramos como pode ser visto acima.

Ninguém é insubstituível???

Oct 23
2008

Na sala de reunião de uma multinacional o CEO nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível?. A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o CEO se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como? – o CEO encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substitui o Beethoven?
Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contados por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que quando sai um é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Michael Phelps? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Faria Lima? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E, portanto são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar “seus gaps”. Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico.

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em “melhorar as fraquezas? de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.

E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Portanto nunca esqueça…Você é um talento único…Com certeza ninguém te substituirá!

Texto enviado pelo meu irmão, Jefferson, por e-mail. Valeu maninho.

Windows X Linux

Oct 15
2008

Nem comento. Direto do Pterodáctilo

Desenvolvedores, não operários!

Oct 10
2008

Se tem uma coisa em que um desenvolvedor da área de TI não pode ser cobrando é em quanto tempo ele leva para cria algo. O sujeito trabalha com a cabeça e se a mesma não estiver em ordem, fica difícil produzir com qualidade.

Desenvolvedores não são operários que pegam na marreta às 8 horas da manhã e marretam até ouvir o som da sirene às 18 horas, quando então a ferramenta é deixada ao chão para começar tudo de novo na manhã seguinte.

Tem dias em que o cara não está com cabeça para criar nada. Por mais que ele tente, as idéias não vêm, o raciocínio não flui naturalmente, como tem dias que em 5 minutos ele consegue fazer tudo e muito mais. Se o prazo dado em uma atividade é de 10 dias, então deixe o cara desenvolver dentro do prazo, desde que ele não ultrapasse o combinado. Cobrá-lo por resultados antes do tempo só servirá para atrapalhar a sua produção.

Censurar seus meios de criatividade então é um erro fatal. Muitos recorrem a músicas como fonte de inspiração, outros a artigos em revistas técnicas, outros ainda visitam a cafeteira, e alguns buscam na Internet sua inspiração. Seja qual for o meio, controlar o que o cara ouve, quantas vezes ele saiu da mesa para buscar café ou até o quanto ele navegou na Internet, é contribuir para o atraso do projeto, pois indiretamente, esta tirando do desenvolvedor suas válvulas de escape para a criação.

O problema maior é: Quando as empresas e seus administradores vão abrir os olhos e compreender que quem trabalha com a mente, precisa dela livre para produzir?

Texto Escrito por Fernando Fonte, para o blog dimensão Zero
Texto original aqui!

No olho do outro

Oct 09
2008

Tiras divertidas e muitas vezes non-sense no blog desse amigo meu. Enjoy.

Brave new world

Oct 08
2008

Estou numa fase de expansão. Não, não estou engordando mais, simplesmente resolvi me permitir entrar em uma ou outra rede social nova.

Por enquanto, entrei no Twitter. De tanto o pessoal falar que esse negócio é bom e tal, resolvi experimentar.

Até agora me pareceu um Big Brother expontâneo, mas vamos ver no que dá. O que me disseram que muita gente legal costuma colocar o que está fazendo no dia-a-dia, deixando assim seus “seguidores” meio atualizados.

Na minha cabeça de velho, não passa de um Big Brother digital, mas vou tentar não deixar esse preconceito dominar a minha cabeça e vamos ver no que dá.

Pra quem quiser me seguir, meu login lá é JulianoRibeiro. Até a próxima

Bateu a dúvida

Oct 04
2008

Rapaz, eu vi essa comparação e não aguentei. O tão aclamado iPhone quase que perde pra um chuchú.

Para quem já viu ou ouviu qualquer coisa do Paulinho Mixaria a notícia fica ainda mais engraçada.

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