Popularidade em tempos de web

Apr 30
2009

Vamos lembrar um pouco os tempos de escola. Todo mundo sabe o que é ser popular. É aquele cara, que por merecimento ou não todo mundo conhece, quem não o inveja, odeia. Essa pessoa é conhecida em seu meio, bem conhecida por sinal, e isso certamente abre muitas portas na sua vida profissional, social e o que mais vier.

Como estamos em tempos de mídias sociais, vejo muita gente preocupada em não parecer parte do grupo dos excluídos. Aquele grupo, aquele mesmo, que é diferente, pensa diferente, talvez meio fora do padrão, mas que com certeza não entra na faixa de popularidade. Eu sei que esse tipo de discriminação acontece desde que os tempos de Adão, mas voltemos ao focos das mídias sociais.

Orkut, linkedin, facebook e twitter. Tudo ou quase tudo que se escreve em ambientes como esse pode e talvez irá ser lido por várias pessoas e todas vão avaliar o que você escreveu.

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O direito ao palavrão

Apr 24
2009

Gente, tem um tempo eu estou correndo do Ctrl+C e Ctrl+V mas esse texto é excelente. Se é do Veríssimo eu não sei, mas o cara que escreveu é um gênio.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a “vulgarização” do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Pra caralho, o Sol é quente Pra caralho, o universo é antigo Pra caralho, eu gosto de cerveja Pra caralho, entende?
No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”.

O “Não, não e não!” e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “Não, absolutamente não” o substituem. “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma! . O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepne”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” – presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o- pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba… Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o- pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cú!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cú!”. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cú!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”. Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se!”? O “foda- se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. “Não quer sair comigo? Então foda-se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!”. O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!.

Grosseiro, mas profundo… Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. “Nem fodendo…”

Original em O direito ao palavrão – Luis Fernando Veríssimo.

14º Encontro de Web Design

Apr 21
2009

Finalmente um novo encontro. Novas informações quentinhas para os desconectados do mundo daqui de Maringá.

Dia 06 de junho estaremos lá, em Curitiba, e se for nos mesmos moldes que está acontecendo no Rio de Janeiro (3 ambientes, um espaço só para tecnologia) o encontro desse ano vai ser show demais.

Espero vocês lá, abraços a todos.

PS1: Assim que eu tiver mais informações eu vou colocando aqui.

PS2: Vou estar no twitter o encontro todo passando as novidades. Quem quiser me seguir é só clicar.

As dúvidas de um homem de quase 30

Apr 12
2009

Para quem não sabe, em julho agora faço meus 30 anos. Uma data muito marcante para mim.

Eu estudo a informática (ou computação) desde 1989 e pude ver muitas mudanças nas tendências, desde àquela época até os dias atuais. Naquele tempo a tela era de duas cores (VGA e SVGA), os computadores guardavam no máximo 10MB (coisa de gente rica) e quase qualquer programa roda nos disquetes de 720KB.

Nos anos seguintes eu vi o SuperCalc, o Lotus 123, o dBase e o WordStar como as coisas mais incríveis do reino da informação. E não havia entretenimento melhor do que o Prince of Persia.

Os anos foram passando e sempre me interessei por programação. Meu sonho de infância era criar meu próprio jogo, coisa que abandonei há bastante tempo. Mas continuei na programação e aprendi o meu esquecido Clipper 5.2 (um clássico) e anos mais tarde a ferramenta que me sustenta até hoje, o Delphi.

Não pretendo falar mal do Delphi, mas acredito que o poder dele na minha vida deve acabar. Nada do que se faz hoje em dia segue a maneira com que se trabalha nessa ferramenta. Por isso tento tão desesperadamente me livrar dele e aprender novas ferramentas.

Entendam, isso não é o desabafo de um cara de meia idade, até porque só consideram de meia-idade as pessoas de 40. Uma conta que eu considero injusta. Acredito que as pessoas de meia-idade, levam esse nome porque estão no meio de sua vida produtiva, ou por assim dizer, no meio de suas vidas. O auge, o topo. Depois dali é só declínio.

Posso afirmar com certeza quase que matemática que uns 70% dos meus concorrentes, ou das pessoas que se destacam em suas áreas nasceram nos anos em que eu digitava no WordStar. Olho para minha turma de faculdade e confirmo isso quase todas as noites.

Falando dos meus concorrentes, sempre gostei de pensar que tenho vantagens sobre eles. Sei um inglês bem porquinho, que aprendi no colégio, treinei com filmes sem legendas e músicas de bandas esquecidas. Mas acima disso, sempre pensei que minha experiência seria meu grande diferencial, afinal, vi a internet chegando a minha cidade (Paranavaí) e vi as mudanças dos sites daquela época pra hoje.

Mas voltando a falar de programação, ou das dúvidas que citei no título, conversei esse final de semana com um bom amigo meu, que conheci na faculdade. Ele hoje está em Curitiba, trabalhando com web. Não sei dizer o ramo específico, porque sempre que pergunto, nunca entendo bem a resposta. Basta dizer que lida com a web.

Contei a ele das coisas que ando estudando (JAVA, CSS e UML). Qual não foi meu desapontamento, ou o dele também, ao ouvir essas palavras. Vou tentar transcrever um pouquinho dessa conversa:

enquanto se fala de scrum, tu estuda uml.

enquanto se fala de rails, tu estuda java

enquanto se fala de microformats, tu estuda css

Um detalhe importante, sobre o amigo, ele deve ter pelo menos 10 anos menos do que eu.

Eu poderia passar o resto da noite falando de várias dúvidas que isso trouxe, mas vou focar nestas:

  • A minha tão aclamada experiência realmente é uma vantagem nesse momento?
  • Com tanta coisa nova surgindo e nada disso sendo debatido no mundo acadêmico, de que vale ter experiência naquilo que está prestes a morrer?
  • Essa experiência que deixou minhas mãos por 20 anos em cima dos teclados, que me fez achar o mouse uma novidade formidável,  me vale de alguma coisa?

Pois eu acho que sim. Essa experiência hoje me faz ver e filtrar as novidades. Me faz muito mais tranquilo defronte às mudanças e principalmente, me faz perceber rapidamente quando estou errado e corrigir para tornar aquilo que faço melhor.

Grazielli Massafera abandona o NetBSD, adota Ubuntu Linux

Apr 01
2009

A portabilidade deixou de ser seu critério primordial da escolha, e a facilidade de ativar o desktop 3D foi a razão que faltava para motivar a troca.
Grazy Massafera
A desenvolvedora livre Grazi, que ficou famosa pela sua participação em um reality show brasileiro, contou à edição da revista Contigo que chega às bancas neste domingo que vem instalando as diversas versões preliminares do Ubuntu Feisty Fawn e tomou a decisão definitiva de adotá-lo como seu principal desktop ao instalar o primeiro beta do Ubuntu 7.04, liberado na semana passada. “Acho o desktop 3D um luxo, mas nunca fui fã do Compiz. A inclusão também do Beryl como provável pacote oficial do Feisty Fawn foi o que mais me fez pensar em considerar a troca, mas o que realmente me conquistou foi o gerenciador de drivers que me permite escolher entre usar módulos não-livres ou ignorá-los completamente”, diz a loira.

O envolvimento de Grazi Massafera com o NetBSD começou na adolescência quando, devido à situação de sua família, só tinha possibilidade de usar computadores de arquiteturas ainda não suportadas por nenhum outro sistema operacional de código aberto na época. Hoje, como usa praticamente apenas um computador – um notebook HP DV4000 -, não vê motivos para continuar mantendo a portabilidade como principal fator de escolha. “Mas vou continuar mantendo o NetBSD em uma imagem do VMWare para quando der saudade”, ela esclarece. Ah, bom!

Original aqui

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