Talentos

Jan 31
2012

Um dia desses, estava trabalhando em código complicado, difícil mesmo. Levei alguns dias para resolver o problema, envolvia coisas que eu ainda não conhecia, paradigmas “novos”, ao menos para mim e outras coisas que me ferveram a cabeça. Quando conclui o trabalho, todo orgulhoso do meu feito, fui comentar com meus entes sobre o “feito” e ouvi a seguinte resposta:

Graças a Deus, que resolveu esse problema para você.

Juro que me senti mal com a resposta. Afinal senti meu esforço reduzido a nada. Bastava que eu me sentasse, que uma divindade superior veria a minha dificuldade e solucionaria para mim o problema como mágica. Realmente me desagradei com aquilo, pois senti que o mérito daquilo tudo deixou de ser meu e passou a ser de alguém com quem eu não posso competir.

Nesse momento, me lembrei da parábola dos talentos, descrita no evangelho de São Mateus. Nela, um patrão vai viajar (imagino eu ser por um longo período) e deixa para seus três criados uma certa quantidade de talentos (que também suponho ser algo como a moeda da época). Ao retornar dois, que receberam mais talentos, os souberam multiplicar. O que recebeu menos, por achar pouco, escondeu e manteve a quantidade que tinha.

E com essas palavras me confortei. Afinal, eu tinha a minha parcela de mérito sim. Por mais que eu tivesse habilidades com as quais eu nasci, dadas por qualquer força superior, eu as desenvolvi, eu busquei ser melhor naquilo que faço e nessa semana resolvi um problema muito difícil, com os talentos que eu multipliquei.

Acredito ser esse o caminho da vida: evoluir. Jamais ficar parado. Se algo caiu do céu, já foi, já aconteceu, agora está na hora de correr atrás e multiplicar, crescer, evoluir. Por mais que se conheça o seu trabalho, mude, saia da zona de conforto. No meu contexto, aprenda uma nova linguagem, um novo paradigma, uma nova tecnologia. Isso pode nem ser imediatamente aproveitável, mas com certeza o tornará melhor naquilo que é seu foco.

Sou cristão católico, talvez por isso essas palavras pareçam um pouco carregadas de fé. Mas independente de sua crença, aceite uma verdade: você tem talentos (independente de onde vieram) e cabe a você, somente a você decidir o que será feito deles, enterrar ou multiplicar.

O que você escolhe?

Agile Tour 2011 – Vídeos das palestras

Jan 23
2012

Demorou mas saiu. Enfim consegui um tempo para digitalizar todas as palestras do Agile Tour 2011. Agora quem não foi tem uma segunda chance para ver tudo o que rolou nesse dia de troca de informações fantástico. Enjoy…

“O Dilema” – Klaus Wuestefeld

Focar na qualidade do software ou na entrega imediata de novas funcionalidades?
A maioria das equipes de desenvolvimento ignora a qualidade, dia após dia, projeto após projeto, favorece a entrega imediata e detona sua própria produtividade já a partir do curto prazo. Por quê?
Nas palavras de Albus Dumbledore: “Logo, logo, Harry, todos teremos que escolher entre o que é certo… e o que é fácil.”

“Radical Management” – Heitor Roriz

O que Steve Jobs fez pela Apple dificilmente o seu substituto conseguiria: introduzir a visão e a perspectiva do cliente em todos os ambientes da empresa. Isso não é tarefa fácil tendo em vista a situação econômica global, cada vez mais levando as empresas a reduzir e cortar custos, tendo como protagonista a famosa contabilidade de custos. É com base nisso que as empresas vêm medindo progresso. Eliyahu Goldratt desenvolveu um conceito diferente, denominado contabilidade de eficiência, que conceitualmente procura aumentar a velocidade em que os produtos e serviços se movem através de uma organização eliminando os gargalos. Steve Jobs conseguiu que a máxima “delight the customer” estivesse por toda a organização, nos levando a repensar os conceitos de liderança e inovação, o que Steve Denning chama em seu livro “The leader’s guide to Radical Management” de Gerenciamento Radical, um conceito inovador, construído tendo como base os valores Agile! “Delight your ears” ouvindo essa palestra!

Alexandre Nodari

“Diga 33!”

Case de sucesso de um projeto puramente XP dentro da TIM-Sul

“Agile Evolution” – Objective Solutions

Um passeio pela evolução do desenvolvimento de software: do tradicional ao Kanban.
Case de sucesso de uma equipe (grande) que teima e se manter ágil.

Ter um exemplo concreto de que agile é uma questão de vontade, disposição e ação.
Concreto = Histórico/Processo/Números/Métricas
Mostrar que é possível se manter ágil “apesar” do crescimento, das crises, das mudanças de políticas, das entregas de projetos, enfim de tudo o que todos sabem que mais cedo ou mais tarde vai atrapalhar nosso mundo ideal.

Tirando o código a limpo:
um código de conduta para profissionais – Edson Yanaga

Você é um desenvolvedor de software? Você é “ágil”? Você cola uns post-its na parede, faz umas reuniões em pé e acha que isso é suficiente? Você gosta de ser “ágil” pois permite que você documente menos, programe menos e se esforce menos? (Afinal, os méritos e as culpas são todos do “time”.) Você gosta de estar na moda?

Nesta palestra vamos distinguir aqueles que programam daqueles que fingem. Vamos identificar os desenvolvedores profissionais e os que não merecem o nosso apreço. Vamos mostrar o que é necessário para que TODOS passem a respeitar essa profissão chamada “programador”. De qual lado você está? De qual lado você quer permanecer?

Agile Tour 2011 – Edson Yanaga

Dec 14
2011

O grande mestre Yanaga disponibilizou os slides de sua palestra, bem como o seu feedback do evento.

Apreciem…

O texto completo está no blog do Yanaga

Fotos Agile Tour 2011 – by Rodrigo Guedes

Dec 13
2011

O meu amigo, Rodrigo Guedes, fez ótimas imagens do nosso evento. Sem mais delongas, enjoy…
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Fotos Agile Tour Maringá

Dec 11
2011

Galera, foi um enorme sucesso o evento. Em torno de umas 100 à 120 pessoas vieram participar do evento.

As palestras foram ótimas, tanto as experiências que o pessoal da Objective mostrou para o pessoal, quanto os grandes “safanões” (direitos autorais da palavra à minha mãe) dados por Yanaga e Klaus na galera de desenvolvimento.

Enfim, não posso estar mais satisfeito de estar no meio de tanta gente fantástica por um dia inteiro.

Bom, vejam por vocês mesmos algumas fotos. Em breve devo colocar alguns vídeos.
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Agile Tour 2011 – Edição Maringá

Dec 07
2011

Não deixe de participar do maior evento de Agile realizado por todo mundo durante o mês de dezembro!

A terceira edição do Agile Tour atraiu mais de 7500 participantes em 44 cidades de 15 países. Em 2011, o Agile Tour continua sendo a maior conferência sobre desenvolvimento ágil no mundo.

Objetivos

O principal objetivo do Agile Tour é constantemente evoluir, que envolve:

Disseminar do desenvolvimento ágil

A nossa primeira missão é levar a comunicação massiva sobre práticas de desenvolvimento ágeis.

Compartilhar nossa visão de Agilidade

Como o desenvolvimento ágil esta em constante evolução, nós queremos abrir novos horizontes enquanto contribuímos para o entendimento, interpretação e ideias para a comunidade ágil.

Ganhar novos adeptos

Encorajar a liderança em todas as regiões do mundo, sendo coerente com a cultura ágil auto-organizada.

Dar suporte

Ajudar nossos colegas e empresários locais na adoção de metodologias ágeis.

Em resumo, a missão do AgileTour é fazer surgir organizações não lucrativas e empresas baseadas nos fundamentos ágeis.

Público alvo

Essa conferência esta focada em quem quer aprender um pouco sobre desenvolvimento ágil:

  • Acadêmicos
  • Profissionais de TI
  • Entusiastas do mundo ágil

Dados do Evento

Data do evento: sábado, 10 de dezembro de 2011
Local do evento: Centro Universitário de Maringá
Horário: 8h – 18h
As inscrições serão confirmadas mediante pagamento

Programação do evento

08:00 – 08:30 Credenciamento
08:30 – 09:00 Keynote – Palavra dos patrocinadores
09:00 – 10:00 Diga 33 – Nodari
10:00 – 10:15 Coffee-Break
10:15 – 11:45 Heitor Roriz
13:00 – 14:00 Objective
14:00 – 15:00 Edson Yanaga
15:00 – 15:15 Coffee-break
15:15 – 16:45 Klaus Wuestefeld
16:45 – 18:00 Extreme Hour
18:00 Sorteios de brindes

Palestras Confirmadas

“O Dilema” – Klaus Wuestefeld

Focar na qualidade do software ou na entrega imediata de novas funcionalidades?

A maioria das equipes de desenvolvimento ignora a qualidade, dia após dia, projeto após projeto, favorece a entrega imediata e detona sua própria produtividade já a partir do curto prazo. Por quê?

Nas palavras de Albus Dumbledore: “Logo, logo, Harry, todos teremos que escolher entre o que é certo… e o que é fácil.”

“Radical Management” – Heitor Roriz

o que Steve Jobs fez pela Apple dificilmente o seu substituto conseguiria: introduzir a visão e a perspectiva do cliente em todos os ambientes da empresa. Isso não é tarefa fácil tendo em vista a situação econômica global, cada vez mais levando as empresas a reduzir e cortar custos, tendo como protagonista a famosa contabilidade de custos. É com base nisso que as empresas vêm medindo progresso. Eliyahu Goldratt desenvolveu um conceito diferente, denominado contabilidade de eficiência, que conceitualmente procura aumentar a velocidade em que os produtos e serviços se movem através de uma organização eliminando os gargalos. Steve Jobs conseguiu que a máxima “delight the customer” estivesse por toda a organização, nos levando a repensar os conceitos de liderança e inovação, o que Steve Denning chama em seu livro “The leader’s guide to Radical Management” de Gerenciamento Radical, um conceito inovador, construído tendo como base os valores Agile! “Delight your ears” ouvindo essa palestra!

Alexandre Nodari

“Diga 33!”

Case de sucesso de um projeto puramente XP dentro da TIM-Sul

“Agile Evolution” – Objective Solutions

Um passeio pela evolução do desenvolvimento de software: do tradicional ao Kanban.

Case de sucesso de uma equipe (grande) que teima e se manter ágil.

Ter um exemplo concreto de que agile é uma questão de vontade, disposição e ação.

Concreto = Histórico/Processo/Números/Métricas

Mostrar que é possível se manter ágil “apesar” do crescimento, das crises, das mudanças de políticas, das entregas de projetos, enfim de tudo o que todos sabem que mais cedo ou mais tarde vai atrapalhar nosso mundo ideal.

Tirando o código a limpo:
um código de conduta para profissionais – Edson Yanaga

Você é um desenvolvedor de software? Você é “ágil”? Você cola uns post-its na parede, faz umas
reuniões em pé e acha que isso é suficiente? Você gosta de ser “ágil” pois permite que você
documente menos, programe menos e se esforce menos? (Afinal, os méritos e as culpas são todos do
“time”.) Você gosta de estar na moda?

Nesta palestra vamos distinguir aqueles que programam daqueles que fingem. Vamos identificar os desenvolvedores profissionais e os que não merecem o nosso apreço. Vamos mostrar o que é necessário para que TODOS passem a respeitar essa profissão chamada “programador”.
De qual lado você está?
De qual lado você quer permanecer?

Comitê de organização

  • Juliano de Paulo Ribeiro
  • Rafael Brito Cendron
  • Marcelo Luis Walter
  • Heitor Roriz Filho
  • João César Pereira
  • Ramon Tramontini

Se ainda tiverem dificuldades, entrem em contato.

Quando dizer não

Jul 18
2011

Recentemente, numa visita ao um cliente, tive mais uma experiência de implantação de sistemas.

E como toda boa implantação, é traumático tanto para o cliente quanto para o fornecedor do software.
Mas como minimizar esse processo, tão criticado e temido? É o que vamos tentar elucidar nesse pequeno artigo.

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Debate e Empowerment

May 19
2011

Quando tive a idéia de escrever esse post, eu não tinha muita noção de por onde começar. Mas eu sabia que ele era necessário.

Eu sabia que existem pessoas que estão tão afundadas nos problemas, no seu mundo, que já foram tão castigadas pela rotina, que lutam até contra a bóia que lhes é oferecida.

Sabem, eu já fui uma pessoa obtusa. Já acreditei em verdades absolutas e que minha opinião era infinitamente superior à daquelas pessoas de intelecto menor que ficavam a minha volta. Na verdade me causava asco ter que ficar me explicando para gente não tinha o mínimo de capacidade para entender as minhas teorias. Ou seja, já fui muito arrogante, como a maioria dos adolescentes que eu conheço, cheio de idéias, de certezas.

Você pode estar pensando o quanto isso pode ser angustiante, afinal estar sempre certo também é cansativo. Mas tinha seu lado positivo. Como eu nunca estava errado, não perdia meu tempo em debates ou explicando o meu ponto de vista aos demais. Até porquê na cidadezinha de onde eu vim, me sentia a última bolacha do pacote.

Mas certo dia, em reveillon qualquer desses eu resolvi fazer um pedido, como sempre fazia todos os anos. Eu pedi turbulência, pedi pelo conflito, pelo tumulto. Me cansei de estar certo, de saber demais. Eu simplesmente me desarmei da armadura que tinha me protegido por tanto tempo e lancei no combate de peito aberto. E só Deus sabe o quanto isso foi recompensador.

Hoje eu não tenho certeza de mais nada. Não existe uma única verdade absoluta. Ouço tudo e todos, porque se eu aprender 1% no meio de um monte de bobagens é 1% que eu cresci. Por isso eu digo queridos, lancem-se ao combate! Despojem suas armaduras e debatam aberta e maduramente todas as suas idéias. Esse é um confronto que todos saem vitoriosos.

Frases…

Dec 15
2010

“Always code as if the guy who ends up maintaining your code will be a violent psychopath who knows where you live.”
Martin Golding

vi no twitter do Munif

[Delphi] Criando campos dinâmicos

Dec 06
2010

Bom dia meu povo.

Dia desses precisei criar dinamicamente algumas colunas em um TClientDataset. Normalmente um uso a propriedade FieldDefs por ser mais fácil de manipular e evitar problemas de MemoryLeaks. Mas nesse caso específico eu precisava dos campos como novos objetos, portanto tinham de herdar diretamente de TField. Assim, após algum trabalho, cheguei no resultado abaixo.

procedure CriaField_Integer(cFieldName: String; cDisplayLabel: String; fFieldKind: TFieldKind; nDisplayWidth: Integer; var ds: TClientDataSet; lVisible: Boolean);
begin
    with TIntegerField.Create(Self) do
    begin
        FieldName      := cFieldName;
        Name           := ds.Name + UpperCase(FieldName);
        FieldKind      := fFieldKind;
        Size           := 0;
        DisplayLabel   := cDisplayLabel;
        DisplayWidth   := nDisplayWidth;
        Visible        := lVisible;
        DataSet        := ds;
    end;
end;

procedure CriaField_Boolean(cFieldName: String; cDisplayLabel: String; fFieldKind: TFieldKind; nDisplayWidth: Integer; var ds: TClientDataSet; lVisible: Boolean);
begin
    with TBooleanField.Create(Self) do
    begin
        FieldName      := cFieldName;
        Name           := ds.Name + UpperCase(FieldName);
        FieldKind      := fFieldKind;
        DisplayLabel   := cDisplayLabel;
        DisplayWidth   := nDisplayWidth;
        Visible        := lVisible;
        DataSet        := ds;
    end;
end;

procedure CriaField_DateTime(cFieldName, cDisplayLabel: String; fFieldKind: TFieldKind; nDisplayWidth: Integer; var ds: TClientDataSet; lVisible: Boolean);
begin
    with TDateTimeField.Create(Self) do
    begin
        FieldName     := cFieldName;
        Name          := ds.Name + UpperCase(FieldName);
        FieldKind     := fFieldKind;
        Size          := 0;
        DisplayLabel  := cDisplayLabel;
        DisplayWidth  := nDisplayWidth;
        Visible       := lVisible;
        DataSet       := ds;
    end;
end;

procedure CriaField_Float(cFieldName: String; cDisplayLabel: String; fFieldKind: TFieldKind; nPrecision, nDisplayWidth: Integer; cDisplayFormat: String; var ds: TClientDataSet; lVisible: Boolean);
begin
    with TFloatField.Create(Self) do
    begin
        FieldName     := cFieldName;
        Name          := ds.Name + UpperCase(FieldName);
        FieldKind     := fFieldKind;
        Size          := 0;
        Precision     := nPrecision;
        DisplayLabel  := cDisplayLabel;
        DisplayWidth  := nDisplayWidth;
        DisplayFormat := cDisplayFormat;
        Visible       := lVisible;
        DataSet       := ds;
    end;
end;

Como por aqui não tem muita orientação à objetos, não fiz muita firula, quem sabe eu dou uma melhorada nesse código outro dia, ou vocês mesmos o fazem.

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