O direito ao palavrão

Apr 24
2009

Gente, tem um tempo eu estou correndo do Ctrl+C e Ctrl+V mas esse texto é excelente. Se é do Veríssimo eu não sei, mas o cara que escreveu é um gênio.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a “vulgarização” do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Pra caralho, o Sol é quente Pra caralho, o universo é antigo Pra caralho, eu gosto de cerveja Pra caralho, entende?
No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”.

O “Não, não e não!” e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “Não, absolutamente não” o substituem. “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma! . O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepne”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” – presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o- pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba… Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o- pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cú!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cú!”. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cú!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”. Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se!”? O “foda- se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. “Não quer sair comigo? Então foda-se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!”. O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!.

Grosseiro, mas profundo… Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. “Nem fodendo…”

Original em O direito ao palavrão – Luis Fernando Veríssimo.

Erro no Google

Sep 29
2008

Achei que eu ficar muito mais velho do que hoje, antes de ver isso acontecer. Google fora do ar. Pra mim isso é quase nada, quase que simplesmente eu fui no Yahoo e busquei o que precisava. Mas imaginem o quanto isso deve pesar para empresas que dependem disso.

Ainda bem que eu hospedo na W3Host :D

Update

Não durou nem quinze minutos.

Quem matou mais: Deus ou o Diabo?

Jun 09
2008

Na Bíblia, dá Deus, de goleada. De acordo com os relatos do livro, o Todo-Poderoso é responsável por 2.391.421 mortes, enquanto o coisa-ruim ostenta em seu currículo de maldades apenas 10 eliminados.

Esse surpreendente levantamento foi feito pelo blogueiro americano Steve Wells, editor do site Skeptic’s Annotated Bible (“A Bíblia Anotada do Cético”), que reproduz a Bíblia em versão online e comentada.

Depois de vasculhar todas as mortes narradas no livro, Steve publicou os dados na internet. Segundo ele, mais de 99% das mortes em nome do Senhor estão no Velho Testamento – a maior matança foi quando Deus destruiu todas as cidades nos arredores de Gerara, na Palestina, tirando a vida de 1 milhão de pessoas. No Novo Testamento só três pessoas foram mandadas desta para melhor pelas mãos do Criador: o rei Herodes, Ananias e sua esposa, Safira. Já o Diabo é responsável pela morte dos 10 filhos de Jó.

Steve diz ainda que a lista de vidas tiradas tanto por Deus quanto pelo Diabo pode ser muito maior. ?Só no dilúvio, quando Ele pediu a Noé para construir a arca, cerca de 30 milhões de pessoas teria sido varridas do mundo. Mas, como é um total difícil de estimar, só somei as mortes cujos número são especificamente citados na Bíblia?, diz ele.

Para quem acha que Steve é um ateu incendiário, uma surpresa: ele é mórmon e diz que não quis causar polêmicas com o levantamento. ?Sou um cara religioso e temo a Deus. Principalmente agora.

Fonte: SuperInteressante de Junho 2008

Chuck Norris Facts

Feb 06
2008

Há algum tempo atras eu me deparei com esse texto, não me lembro bem se foi no Kibe Loco ou se foi no Jacaré Banguela. Seja qual for fica o crédito pros dois.

Eu selecionei alguns, afinal Chuck Norris é o cara, e seus atributos levariam meses para serem listados. Segue uma lista dos que eu achei mais legais.

  • Chuck Norris não dorme. Ele espera.
  • Chuck Norris não lê livros, ele os encara até conseguir toda a informação que precisa.
  • Chuck Norris pediu um Big Mac no Bob’s. Ele foi atendido.
  • Chuck Norris pode dividir por zero.
  • Os dinossauros olharam torto para Chuck Norris uma vez. Uma vez.
  • Se Chuck Norris se atrasar, é melhor o tempo andar mais devagar.
  • Chuck Norris perdeu a virgindade antes do pai.
  • Antes de esquecer um presente de Chuck Norris, Papai Noel existia.
  • Chuck Norris leva vinte minutos para passar uma hora.
  • Chuck Norris não usa relógio. Ele decide que horas são.
  • Quando Arnold Schwarzenegger disse “I’ll be back”, foi para pedir ajuda a Chuck Norris.
  • Chuck Norris sabe qual é o último algarismo do pi.
  • Fêmeas possuem cromossomos XX, machos possuem cromossomos XY, Chuck Norris tem o alfabeto inteiro. Sete vezes.
  • Quando nasceu, Chuck Norris pegou o médico pelos pés e bateu na bunda dele pra fazê-lo chorar.
  • Chuck Norris faz as cebolas chorarem.
  • Se, por algum incrível paradoxo do espaço-tempo, Chuck Norris lutasse contra si mesmo, ele venceria. Ponto final.
  • Não existe esse negócio de “aquecimento global”. Chuck Norris quis se bronzear e trouxe o sol para mais perto.
  • Chuck Norris apostou que venceria o Super-Homem numa queda de braço. O perdedor teria de usar uma cueca vermelha por cima das calças pelo resto da vida.
  • O esperma de Chuck Norris é tão consistente que, se ele transasse com a Sandy, ela pariria uma Land Rover.
  • Quando Chuck Norris nasceu, ele transou com a enfermeira. Ele foi o primeiro homem da vida dela. Ela foi a terceira mulher da vida dele. Naquela tarde.

Quem não gostou, reclame com Chuck Norris

Links do Jhonny

Jan 03
2008

Meu amigo Jhonny, vulgo Ivan, voltou das férias e me mandou uma coleção de links.

Eu vou colocar eles aqui, devagarzinho, pra ninguém me chamar de estúpido e bruto

Esse aqui é só de pérolas do orkut. Cara eu quase fui no banheiro de tanto rir. Confiram

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