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	<title>Juliano Ribeiro &#187; Desabafo</title>
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		<title>Popularidade em tempos de web</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 14:17:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Popular]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos lembrar um pouco os tempos de escola. Todo mundo sabe o que é ser popular. É aquele cara, que por merecimento ou não todo mundo conhece, quem não o inveja, odeia. Essa pessoa é conhecida em seu meio, bem conhecida por sinal, e isso certamente abre muitas portas na sua vida profissional, social e [...]]]></description>
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<p>Vamos lembrar um pouco os tempos de escola. Todo mundo sabe o que é ser popular. É aquele cara, que por merecimento ou não todo mundo conhece, quem não o inveja, odeia. Essa pessoa é conhecida em seu meio, bem conhecida por sinal, e isso certamente abre muitas portas na sua vida profissional, social e o que mais vier.</p>
<p>Como estamos em tempos de mídias sociais, vejo muita gente preocupada em não parecer parte do grupo dos excluídos. Aquele grupo, aquele mesmo, que é diferente, pensa diferente, talvez meio fora do padrão, mas que com certeza não entra na faixa de popularidade. Eu sei que esse tipo de discriminação acontece desde que os tempos de Adão, mas voltemos ao focos das mídias sociais.</p>
<p>Orkut, linkedin, facebook e twitter. Tudo ou quase tudo que se escreve em ambientes como esse pode e talvez irá ser lido por várias pessoas e todas vão avaliar o que você escreveu.</p>
<p><span id="more-91"></span>Essa visibilidade fez acontecer fatos inusitados. Eu sempre fui meio com o pé atrás, aliás, quase todos da minha geração são assim, sobre essa coisa de exposição. Não estou falando de feira agropecuária não, é se expor, se mostrar, permitir que outras pessoas lhe avaliem e digam se você é bom ou ruim. Por isso demorei tanto à entrar no twitter. Mas poxa, me falaram tanto desse negócio que resolvi conhecer. E vi que a ferramenta, apesar do mote estranho (expor o que você está fazendo ou seus pensamentos no momento), tem lá sua utilidade. Eu sigo algumas das cabeças mais interessantes pra se seguir, tanto de web, quanto de desenvolvimento (ágil e o lerdo) e algumas amigos para ouvir suas bobagens.</p>
<p>Foi depois de alguns meses que percebi que alguns dos meus amigos (tá um específico, não tenho tantos seguidores assim) simplesmente me ignoram nessa mídia ou quando me respondem, o fazem de maneira oculta, para que ninguem perceba que se relacionam comigo. Lembrando novamente, sou desenvolvedor desktop há 15 anos. Não sou um ser desprezível, sou bem aberto a repartir o conhecimento que tenho. Uma das minhas maiores vantagens é que nesse caminho fiz muitos amigos que da mesma forma repartiram seu conhecimento comigo e não tem vergonha de dizer em público (ou na web) que são meus amigos.</p>
<p>Como diria Viki, em &#8220;Eu, Robô&#8221;: Minha lógica não pode ser negada. Não há problema que eu não dê solução ou um caminho para os mais novos. Em Maringá e região sou bastante respeitado e tenho bom portifólio em empresas daqui e de São Paulo.</p>
<p>Será que um cara com um currículo como esse é tão ridículo a ponto de ser ignorado no Twitter? Pense nisso, o mundo está mudando muito rápido para manter certas portas fechadas.</p></div>
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		<title>As dúvidas de um homem de quase 30</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 14:22:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliano Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafo]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem não sabe, em julho agora faço meus 30 anos. Uma data muito marcante para mim. Eu estudo a informática (ou computação) desde 1989 e pude ver muitas mudanças nas tendências, desde àquela época até os dias atuais. Naquele tempo a tela era de duas cores (VGA e SVGA), os computadores guardavam no máximo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="float: right;" src="http://www.julianoribeiro.com.br/images/pensador.jpg" alt="" width="300" height="237" />Para quem não sabe, em julho agora faço meus 30 anos. Uma data muito marcante para mim.</p>
<p>Eu estudo a <a title="Informática" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Informatica" target="_blank">informática</a> (ou computação) desde 1989 e pude ver muitas mudanças nas tendências, desde àquela época até os dias atuais. Naquele tempo a tela era de duas cores (VGA e SVGA), os computadores guardavam no máximo 10MB (coisa de gente rica) e quase qualquer programa roda nos disquetes de 720KB.</p>
<p>Nos anos seguintes eu vi o SuperCalc, o Lotus 123, o dBase e o WordStar como as coisas mais incríveis do reino da informação. E não havia entretenimento melhor do que o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Prince_of_persia" target="_blank">Prince of Persia</a>.</p>
<p>Os anos foram passando e sempre me interessei por programação. Meu sonho de infância era criar meu próprio jogo, coisa que abandonei há bastante tempo. Mas continuei na programação e aprendi o meu esquecido Clipper 5.2 (um clássico) e anos mais tarde a ferramenta que me sustenta até hoje, o Delphi.</p>
<p>Não pretendo falar mal do Delphi, mas acredito que o poder dele na minha vida deve acabar. Nada do que se faz hoje em dia segue a maneira com que se trabalha nessa ferramenta. Por isso tento tão desesperadamente me livrar dele e aprender novas ferramentas.</p>
<p>Entendam, isso não é o desabafo de um cara de meia idade, até porque só consideram de meia-idade as pessoas de 40. Uma conta que eu considero injusta. Acredito que as pessoas de meia-idade, levam esse nome porque estão no meio de sua vida produtiva, ou por assim dizer, no meio de suas vidas. O auge, o topo. Depois dali é só declínio.</p>
<p>Posso afirmar com certeza quase que matemática que uns 70% dos meus concorrentes, ou das pessoas que se destacam em suas áreas nasceram nos anos em que eu digitava no WordStar. Olho para minha turma de faculdade e confirmo isso quase todas as noites.</p>
<p>Falando dos meus concorrentes, sempre gostei de pensar que tenho vantagens sobre eles. Sei um inglês bem porquinho, que aprendi no colégio, treinei com filmes sem legendas e músicas de bandas esquecidas. Mas acima disso, sempre pensei que minha experiência seria meu grande diferencial, afinal, vi a internet chegando a minha cidade (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paranava%C3%AD" target="_blank">Paranavaí</a>) e vi as mudanças dos sites daquela época pra hoje.</p>
<p>Mas voltando a falar de programação, ou das dúvidas que citei no título, conversei esse final de semana com um bom amigo meu, que conheci na faculdade. Ele hoje está em Curitiba, trabalhando com web. Não sei dizer o ramo específico, porque sempre que pergunto, nunca entendo bem a resposta. Basta dizer que lida com a web.</p>
<p>Contei a ele das coisas que ando estudando (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Java_%28linguagem_de_programa%C3%A7%C3%A3o%29" target="_blank">JAVA</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cascading_Style_Sheets" target="_blank">CSS</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Uml" target="_blank">UML</a>). Qual não foi meu desapontamento, ou o dele também, ao ouvir essas palavras. Vou tentar transcrever um pouquinho dessa conversa:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>enquanto se fala de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Scrum" target="_blank"> scrum</a>, tu estuda uml.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>enquanto se fala de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruby_on_Rails" target="_blank"> rails</a>, tu estuda java</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>enquanto se fala de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Microformats" target="_blank"> microformats</a>, tu estuda css</em></p>
<p>Um detalhe importante, sobre o amigo, ele deve ter pelo menos 10 anos menos do que eu.</p>
<p>Eu poderia passar o resto da noite falando de várias dúvidas que isso trouxe, mas vou focar nestas:</p>
<ul>
<li>A minha tão aclamada experiência realmente é uma vantagem nesse momento?</li>
<li>Com tanta coisa nova surgindo e nada disso sendo debatido no mundo acadêmico, de que vale ter experiência naquilo que está prestes a morrer?</li>
<li>Essa experiência que deixou minhas mãos por 20 anos em cima dos teclados, que me fez achar o mouse uma novidade formidável,  me vale de alguma coisa?</li>
</ul>
<p>Pois eu acho que sim. Essa experiência hoje me faz ver e filtrar as novidades. Me faz muito mais tranquilo defronte às mudanças e principalmente, me faz perceber rapidamente quando estou errado e corrigir para tornar aquilo que faço melhor.</p>
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