Uma experiência socialista

Dec 01
2010

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.

O professor então disse:

- Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe.. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas. Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam “justas”.

Com isso ele quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um “A”

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.. Como um resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por “justiça” dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala.
Portanto, todos os alunos repetiram o ano… Para total surpresa!!!

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.

“Quando a recompensa é grande”, ele disse, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.”

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.
Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”

atribuído à Adrian Roger, 1931.

Esse foi mais um texto muito bom enviado pelo meu irmão, Jefferson.

Para refletir

Sep 06
2010

- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas…

As dúvidas de um homem de quase 30

Apr 12
2009

Para quem não sabe, em julho agora faço meus 30 anos. Uma data muito marcante para mim.

Eu estudo a informática (ou computação) desde 1989 e pude ver muitas mudanças nas tendências, desde àquela época até os dias atuais. Naquele tempo a tela era de duas cores (VGA e SVGA), os computadores guardavam no máximo 10MB (coisa de gente rica) e quase qualquer programa roda nos disquetes de 720KB.

Nos anos seguintes eu vi o SuperCalc, o Lotus 123, o dBase e o WordStar como as coisas mais incríveis do reino da informação. E não havia entretenimento melhor do que o Prince of Persia.

Os anos foram passando e sempre me interessei por programação. Meu sonho de infância era criar meu próprio jogo, coisa que abandonei há bastante tempo. Mas continuei na programação e aprendi o meu esquecido Clipper 5.2 (um clássico) e anos mais tarde a ferramenta que me sustenta até hoje, o Delphi.

Não pretendo falar mal do Delphi, mas acredito que o poder dele na minha vida deve acabar. Nada do que se faz hoje em dia segue a maneira com que se trabalha nessa ferramenta. Por isso tento tão desesperadamente me livrar dele e aprender novas ferramentas.

Entendam, isso não é o desabafo de um cara de meia idade, até porque só consideram de meia-idade as pessoas de 40. Uma conta que eu considero injusta. Acredito que as pessoas de meia-idade, levam esse nome porque estão no meio de sua vida produtiva, ou por assim dizer, no meio de suas vidas. O auge, o topo. Depois dali é só declínio.

Posso afirmar com certeza quase que matemática que uns 70% dos meus concorrentes, ou das pessoas que se destacam em suas áreas nasceram nos anos em que eu digitava no WordStar. Olho para minha turma de faculdade e confirmo isso quase todas as noites.

Falando dos meus concorrentes, sempre gostei de pensar que tenho vantagens sobre eles. Sei um inglês bem porquinho, que aprendi no colégio, treinei com filmes sem legendas e músicas de bandas esquecidas. Mas acima disso, sempre pensei que minha experiência seria meu grande diferencial, afinal, vi a internet chegando a minha cidade (Paranavaí) e vi as mudanças dos sites daquela época pra hoje.

Mas voltando a falar de programação, ou das dúvidas que citei no título, conversei esse final de semana com um bom amigo meu, que conheci na faculdade. Ele hoje está em Curitiba, trabalhando com web. Não sei dizer o ramo específico, porque sempre que pergunto, nunca entendo bem a resposta. Basta dizer que lida com a web.

Contei a ele das coisas que ando estudando (JAVA, CSS e UML). Qual não foi meu desapontamento, ou o dele também, ao ouvir essas palavras. Vou tentar transcrever um pouquinho dessa conversa:

enquanto se fala de scrum, tu estuda uml.

enquanto se fala de rails, tu estuda java

enquanto se fala de microformats, tu estuda css

Um detalhe importante, sobre o amigo, ele deve ter pelo menos 10 anos menos do que eu.

Eu poderia passar o resto da noite falando de várias dúvidas que isso trouxe, mas vou focar nestas:

  • A minha tão aclamada experiência realmente é uma vantagem nesse momento?
  • Com tanta coisa nova surgindo e nada disso sendo debatido no mundo acadêmico, de que vale ter experiência naquilo que está prestes a morrer?
  • Essa experiência que deixou minhas mãos por 20 anos em cima dos teclados, que me fez achar o mouse uma novidade formidável,  me vale de alguma coisa?

Pois eu acho que sim. Essa experiência hoje me faz ver e filtrar as novidades. Me faz muito mais tranquilo defronte às mudanças e principalmente, me faz perceber rapidamente quando estou errado e corrigir para tornar aquilo que faço melhor.

Arquivo

Categorias